Ideia de SaaS no vibe coding: a dor do curso que já vende na Hotmart
Jhonatan abre o mercado de afiliados da Hotmart, filtra produtos mais quentes e lê a dor do curso que já vende como ideia de SaaS. Vender curso é o teste mais duro.
Uma ideia de SaaS pode nascer da dor de um curso que já está vendendo. Jhonatan abriu a Hotmart pelo caminho do afiliado, filtrou "produtos mais quentes" e ficou olhando infoprodutos com demanda na tela, um deles com 1493 likes. Ele é editor de vídeo e constrói o ChurchFlix em público. Se o curso já vende, a dor está validada, e o software que senta em cima dela costuma vender com menos atrito do que a aula gravada.
Ele descreveu o que aquela tela entrega:
aqui há o mercado deles de afiliados e conseguem saber quais são as principais ideias que mais estão comercializando neste momento
O caminho até os produtos mais quentes
O clique foi específico. Entrou como infoprodutor, abriu gerir o meu negócio, passou por mercado, abriu produtos e filtrou "produtos mais quentes" e "mais queridos". Na lista passaram I Lovers, English in Brasil em assinatura, Facial Class e um curso de luminárias. Um produto daquela tela tinha 1493 likes.
Ele ia descendo a lista em voz alta. I Lovers passou na tela. English in Brasil apareceu como assinatura. Facial Class virou o exemplo que ele desmontou na hora, e o curso de luminárias ficou na mesma fila. A tela não veio com volume de venda, preço de curso nem ranking oficial. O like e o filtro de "produtos mais quentes" apontam para o que o mercado de afiliados está empurrando agora.
Para quem precisa de uma ideia de SaaS, uma lista de cursos que já circulam é um ponto de partida melhor do que inventar um problema e depois sair atrás de quem pagaria. Quem faz vibe coding e ainda está escolhendo o que construir pode copiar o clique. Na mesma live ele tinha olhado um ranking de MRR, fonte que já está em onde achar ideia de SaaS no vibe coding, no caso do Martin Blume, que ordena um diretório por receita; aqui a fonte é o infoproduto que já vende na Hotmart. O mesmo problema apareceu em licitações abertas.
2 CAMINHOS
Inventar um problema
Inventa a dor e depois sai atrás de quem pagaria
Extrair a dor do curso
Se o curso já vende, a dor está validada
Vender curso é o teste mais duro
A comparação veio assim:
Cara, vender curso é mais difícil do que tu venderes um SAS.
Se alguém já paga por um curso, já pagou para resolver aquela dor. O SaaS senta na mesma dor, e a venda, na conta dele, é o caminho mais fácil dos 2. Jhonatan mostrou a tela e raciocinou em voz alta. O movimento seguinte é extrair a dor.
Como ele lê Facial Class e tira a ideia
Apontou um item da lista e deu o método:
Ó, facial class, por exemplo. Pá, tenta perceber o que que é isto aqui, percebe? E depois, qual é a dor que ele está a resolver? E aí, com base nessa dor que ele está resolvendo, vai criar um produto específico para esta dor.
Facial Class ficou como o exemplo falado. English in Brasil, em assinatura, e o curso de luminárias estavam na mesma lista. Em cada nome ele parou para ler a dor.
No inglês o salto ficou concreto. Falou de uma aplicação que ensina do básico ao avançado de forma leiga, no chat, com o ChatGPT no papel de professor. Trouxe Mairo Vergara no Flow, pela própria boca, dizendo que a melhor forma de aprender inglês é entrar no chat e pedir para ensinar em inglês. A fala do Mairo chega assim, filtrada pelo STT da live. Jhonatan formulou o salto:
um curso de inglês, por exemplo, por que que não adianta uma aplicação que ensina o gajo do inglês ao avançado de forma leiga?
A live de 184 min termina com o ChurchFlix ainda no centro e o app de inglês só no raciocínio.
O que o vibe coding faz com uma dor já vendida
Amanhã o trabalho cabe em 1 sessão. Repita o caminho: infoprodutor, gerir o meu negócio, mercado, produtos, filtro de "produtos mais quentes". Para 1 item da lista, escreva a dor em 1 frase. Só então comece o produto para essa dor.
Quem faz vibe coding constrói rápido. Você segura a construção numa dor que alguém já comprou em forma de aula. O restante da mesma live cobre outros problemas, cada um no seu post: o agente fez deploy e o site voltou à primeira versão, o checkout Asaas só vale quando o link abre na mão de outra pessoa, e plano e código em inglês gastam menos token.
Dá para assistir à live e ver a tela da Hotmart aberta, o filtro de produtos mais quentes e o raciocínio do curso de inglês virando app no chat. A ideia pode nascer da dor que o infoproduto já está cobrando.