VIBE IN PUBLIC_

Vibe coding para validar MVP com primeiro cliente pagante

Thiago cobra mensalidade de 1 cliente para ser a agência de marketing dele e valida o MVP pela entrega, antes de o SaaS existir. O trabalho que ainda sai na unha vira o backlog do produto.

O jeito mais barato de descobrir se um software presta é cobrar pelo resultado que ele produz antes de vender o acesso a ele. Thiago montou um MVP, colocou 1 cliente dentro e cobra uma mensalidade desse cliente para ser a agência de marketing dele. A plataforma não está à venda e não tem usuário nenhum, e mesmo assim já existe alguém pagando todo mês pelo que ela produz.

A explicação saiu no meio da live, quando um espectador entrou no chat e perguntou o que ele estava construindo. Thiago parou o build e contou o projeto do zero, começando pelo emprego que teve antes de virar builder.

Ele conhecia a operação inteira antes de conseguir executá-la

eu já trabalhei como head de marketing 4 anos, então eu acompanhei, né, uma equipe de marketing, inclusive eu era o especialista em automação da equipe

Nesses 4 anos ele viu de perto a esteira que uma agência roda para entregar a um cliente, e listou os pedaços na live sem hesitar: roteiro, edição, gravação, aprovação, publicação, revisão, analytics, automação. É repertório de quem esteve dentro, e ele diz na live que sabe como funcionam esses processos e que sabe fazer.

A especificação do produto já existia pronta na cabeça dele, com os passos na ordem em que acontecem e com a noção de onde cada um emperra na prática. Quem nunca rodou a operação vai aprender esses passos pelo caminho, cada um deles no dia em que ele quebrar.

O que o vibe coding acrescentou a esse repertório

Ele já sabia o que precisa acontecer para um cliente receber conteúdo todo dia. O que faltava era braço para executar tudo sozinho, sem a equipe que ele tinha ao lado no emprego anterior. Com o repertório na mão, "a parte difícil ficou fácil", nas palavras dele. Isso aparece também em mvp projeto.

A direção dessa frase importa. Ele chegou com o processo pronto e pediu execução, em vez de pedir à IA que inventasse o processo por ele. O que saiu tem a forma da operação que ele já tinha visto rodar por dentro. Essa separação entre quem define e quem executa também dá para montar dentro do próprio build, com um agente que implementa separado do agente que valida.

A mensalidade é pela agência, e o software vai junto

E aí eu criei um MVP que é um hub que o cara acessa, aprova os roteiros, eu transformo em carrossel e eu cobro uma mensalidade dele para ser a agência de marketing dele

O que troca de mãos hoje é serviço de marketing, sem licença de software na conversa: o cliente entra no hub, aprova os roteiros e recebe conteúdo publicado.

Isso valida o MVP de um jeito que pré-venda de software não valida. Um comprador de acesso antecipado está julgando a sua promessa e o quanto a sua página convence. O cliente que paga mensalidade por entrega julga o que chegou na mão dele, o texto que aprovou e o post que foi publicado. Se a saída sustenta uma cobrança recorrente, o motor que produz essa saída está provado antes de existir um único usuário. O caminho mais comum é o inverso: terminar o SaaS e depois sair atrás de quem queira. Isso aparece também em leads qualificados.

Thiago resume a posição dele em uma frase: "Eu tô sendo o case de sucesso do sistema." Ele tem 1 cliente pagante, e é ele mesmo quem opera a agência que esse cliente contratou.

Vender o resultado te obriga a entregar o que a automação ainda não faz

A agência autônoma ainda tem ele dentro. Pela descrição do próprio Thiago, quando o formato é vídeo o cliente grava e ele edita depois. E o cliente pode precisar seguir "um roteirinho" mastigado de alguma coisa que ele ainda não conseguiu automatizar, clica nisso, abre aquilo. Ele projeta que é "só uma questão de tempo até automatizar tudo", e isso é aposta dele sobre o futuro, não algo que a live mostrou rodando.

Essa é a parte que a pré-venda esconde e a mensalidade expõe. Enquanto alguém estiver pagando pela entrega, a entrega sai de qualquer jeito, inclusive na unha, e cada pedaço feito na unha vira um item nomeado do backlog. A lista do que falta construir sai do que ele precisou fazer manualmente ontem para o cliente não ficar sem post, e é uma lista mais precisa do que qualquer pesquisa com usuário sobre um produto que ninguém usou ainda. Parte do caminho já roda sozinha, como a etapa de curadoria que roda dentro dessa plataforma.

O SaaS é o segundo movimento

Só depois disso a plataforma vira produto, e para outra pessoa: quem quer ser agência sem montar equipe de copy, design, edição e automação. A ordem importa. O primeiro cliente entrou comprando serviço, e o retorno dele chega em forma de conteúdo que prestou ou não prestou.

Se você está construindo alguma coisa com vibe coding e não sabe se alguém pagaria, dá para testar antes de terminar. Pegue o processo que você já sabe executar, embrulhe o pedaço que a IA consegue fazer hoje e cobre de uma pessoa pelo resultado. Antes de embrulhar, vale travar a decisão de escopo antes de fechar o plano, para saber exatamente o que vai ser testado com esse primeiro cliente. Você descobre o escopo real e a lista de automações que faltam ao mesmo tempo, e paga por isso entregando na unha o que ainda não automatizou.

A explicação completa está na live, na resposta que ele dá ao espectador. É vibe coding a serviço de um negócio que já cobra, e o produto vem depois.