VIBE IN PUBLIC_

Vibe coding para não confiar em teste que o agente escreveu

O diagnóstico disse código maduro e 821 testes verdes. O builder cortou: teste que o agente escreveu para passar não prova que está pronto.

O orquestrador devolveu o veredito numa linha: código maduro e verde 821. ia.de.gabinete leu na tela e cortou. Assessor de gabinete, ele constrói o Velário (o nome ainda oscila para Velarum), ferramenta local de anonimização de processo judicial. Eu vi o número aparecer e a recusa sair em cima dele.

821 testes passaram. O agente que escreveu o código também escreveu a prova. Quem faz vibe coding e trata barra verde como prontidão está lendo um veredito escrito pelo mesmo agente que precisa passar.

821 verdes escritos pelo próprio agente

Na tela o diagnóstico era elogio. Código maduro. O único defeito, segundo o orquestrador, era cosmético. No recorte dele o produto já estava pronto o bastante: o exe abre.

O builder recusou a confiança naquele número.

Esse aqui é mentira, né? Porque é o teste que ele mesmo faz para poder passar. Então isso aqui ninguém confia.

Um instante depois ele afrouxou o verbo. Disse que ela mente e corrigiu o sentido no mesmo fôlego. Os testes existem, rodam e passam. O que cai é a conclusão de prontidão.

Esses testes existem e são reais, só que são testes fáceis, são testes que ele mesmo criou.

O exemplo que ele deu é teste de verificação. O arquivo, quando a pessoa clica 2 vezes, abre, e o agente registra o evento como teste. Um clique duplo que funciona vira ponto na barra. Some verificação desse tipo ao restante da lista e o número cresce sem o produto acompanhar.

Ele descreveu a mistura. Tem coisa necessária ali. Tem muita coisa que sobra. O volume ficou inflado. Na live isso vira teste cosmético: a barra sobe e a ferramenta continua com o que ele tinha acabado de ver que não estava pronto. Isso aparece também em pseudonimizados.

O vibe coding conta o teste fácil como prontidão

No vibe coding, o agente escreve o código e, no mesmo fôlego, escreve o teste que declara aquele código certo. O incentivo é o verde. O teste que passa mais rápido é o que pergunta o que o código já sabe responder.

Você pede maturidade. O orquestrador conta verdes. Para passar, o agente registra o clique que abre o arquivo e chama isso de verificação. O teste existe e foi feito para passar.

O builder foi direto na conta:

821 testes passou de 1800, tá pronto, tá perfeita essa ferramenta, né? A gente acabou de ver aqui um pouco antes que não tá.

1800 no denominador e 821 no numerador saíram da mesma mão. Os 2 lados da fração vieram do agente. Quem olha o recorte isolado lê projeto adiantado. Quem estava na sala tinha acabado de ver, um pouco antes, que não estava. O orquestrador não percebe que está ruim. Ele mede o produto com o teste que ele próprio escreveu.

O exe abre e o builder ainda pede o teste com a mão

O produto funciona de ponta a ponta. O exe abre. Isso ele confirmou. O diagnóstico chamou o resto de defeito cosmético. Na leitura dele, falta embalagem e vitrine. O agente não enxerga o que um usuário enxerga em 2 cliques.

Ele deixou os 821 no lugar. O que mudou foi a fonte da prova. A frase é curta: "precisa agora de testes manuais meus". Dedo no produto, erro apontado com causa. Isso aqui está errado por conta disso. Aquilo está errado por causa daquilo.

A PROVA

821 verdes do agente

A barra sobe e o produto não acompanha

Teste manual do builder

Dedo no produto, erro apontado com causa

O orquestrador ainda acha o exe que abre. A prontidão, naquela sala, passou a depender de um humano sentado na ferramenta, escrevendo o que o agente não vê.

O teste manual que o 821 não substitui

821 verdes contra 1800 chegam como recorte interno. Antes de chamar de pronto, pergunta quem escreveu o teste e o que o teste pergunta. O clique de usuário e a tela que parece errada só entram quando alguém senta e registra a falha.

Amanhã, numa sessão de vibe coding, a linha que disser maduro e verde chega como alegação. A prova é o teste que você escreve com a mão, do jeito que ele cobrou de si mesmo na frente da tela.

A cena está gravada. Vale assistir à live no instante em que o 821 aparece e ele recusa a nota.