VIBE IN PUBLIC_

Vibe coding para começar do zero sem ideia: a live antes da ideia

Martin ligou a transmissão antes de saber o que ia construir. A busca pela ideia durou do dia 23 ao dia 30 e ficou gravada inteira na live.

Dá para ligar a transmissão antes de ter a ideia. Martin abriu a primeira live da construção do Fumava, o app dele para parar de fumar, sem saber o que ia construir. A escolha só apareceu uma semana depois, no ar.

A decisão dele foi sobre formato. Ele acompanhava lives de building in public e entrava sempre com o filme já começado. Respondendo a uma pergunta do chat sobre em que pé estava o app, ele contou de onde veio a irritação:

tu entrava na live um dos caras, eles já tinham a ideia, eles já tavam, já tinham uma construção base

E a pergunta que saiu dali virou o formato da série dele:

por que que ninguém faz do zero

Building in public quase sempre começa no capítulo 3

Uma live que abre com a ideia escolhida e uma base pronta coloca o espectador direto na implementação. Ele vê alguém mexendo no código de um produto que já existe, com escopo definido e problema escolhido. A parte incerta aconteceu fora da câmera, semanas antes, e ninguém filmou.

A fase que some nesse recorte é a que mais gente está vivendo. Quem procura vibe coding para começar do zero costuma estar travado antes do editor. Tutorial de implementação sobra, e quase ninguém filma a parte de decidir, ao vivo e sem saber o desfecho, o que vale a pena implementar. Foi o mesmo caminho de crm open source. Isso aparece também em disciplina e constancia. Vale ver como isso terminou em vibe coding para prospectar sem n8n.

Martin transmitiu exatamente essa fase. Quando a primeira live foi ao ar, ele tinha uma câmera ligada e nenhum produto em mente:

a gente quando começou na live um a gente nem sabia o que que a gente ia fazer

A semana sem nada na tela é o preço desse formato

Na prática, começar do zero em público significou dias de live sem nada sendo construído. Ele começou dia 23. Até o dia 30, boa parte do que apareceu na transmissão foi leitura e comparação de ideia. Quem entrava via ele lendo, sem tela de app para mostrar.

Esse é o motivo de quase ninguém fazer assim: uma semana de transmissão sem entrega visível é péssima audiência, e o formato padrão resolve o problema pulando a semana inteira. Começar a gravar depois da escolha é a decisão confortável para o canal, e a decisão ruim para quem assiste querendo aprender justamente a escolher.

Aquela semana terminou com 109 SaaS mapeados, reduzidos a 4 finalistas, e uma delas virou o Fumava.

O que o vibe coding ao vivo registra quando começa antes da ideia

Um post no fim do processo conta qual foi a escolha. A live inteira conta como ela foi tomada, com a semana de leitura no meio e a lista de candidatas encolhendo na frente de quem estava assistindo. Quem chega depois consegue copiar o caminho, e não só o destino.

Essa é a parte aproveitável do vibe coding feito em público. O critério que separou as 4 finalistas está em como ele escolheu entre as 4 finalistas, e é outro capítulo.

Ele fez tudo isso com plateia mínima. No dia dessa live o canal estava em 50 inscritos, e ele mesmo tirou sarro:

já saímos do zero para 50 inscritos

A fase de não ter ideia tem data de começo e de fim

Para quem está parado esperando a ideia certa aparecer, o dado mais útil da série do Martin é o calendário. A busca dele durou do dia 23 ao dia 30. Teve data de abertura e data de encerramento, e terminou com um app definido, que nas lives seguintes já estava ganhando logomarca.

Se você está esperando ter a ideia para começar a construir em público, inverta a ordem. Marque a data de início da sua busca, publique ou transmita a busca em si, e coloque prazo nela. Uma semana bastou no caso dele.

A live está inteira no YouTube, incluindo o trecho em que ele explica a escolha do formato para quem chegou no meio.