Como usar NotebookLM para escolher uma ideia de SaaS no vibe coding
Como usar NotebookLM com links do YouTube como fonte e escrever no prompt seu nivel, sua ferramenta e a decisao travada para sair um playbook sob medida.
Dezenas de pessoas já gravaram vídeo contando como escolheram a ideia do próprio SaaS e o que abandonaram no caminho. Assistir a tudo isso é um projeto em si. Colar esses links como fontes no NotebookLM e pedir um resumo leva minutos, e sai tão genérico quanto qualquer resumo, a menos que você escreva as suas restrições dentro do prompt: seu nível de experiência, a ferramenta com que vai construir e a decisão exata em que está travado.
Martin Blume fez isso ao vivo na primeira transmissão dele, com um SaaS que ainda não existe e MRR de R$ 0,00 estampado no título do vídeo. No lugar de pedir um resumo sobre construir em público, ele descreveu o próprio ponto de partida dentro do prompt e escreveu as perguntas que estavam travando a semana dele. A resposta voltou endereçada a essas perguntas.
Como adicionar vídeos do YouTube como fonte no NotebookLM
O trabalho começa na escolha das fontes. Martin foi atrás de canais onde builders contam a própria história, gente publicando vídeo sobre quanto fatura por mês com o próprio produto, e a lógica dele para essa escolha é a parte reaproveitável:
Esses caras ali, eles já fizeram o heavy lifting, seria a parte mais difícil do trabalho
Com os links na mão, o resto é mecânico. Você cria um notebook novo, abre o painel de fontes e cola um link do YouTube por vez. Na demonstração ao vivo ele repetiu isso 5 vezes, colando um link, voltando para a aba anterior, pegando o próximo. Sobre o que entra ali, ele resume que "você consegue adicionar fontes, sites, links do YouTube". Sobre o que a ferramenta faz depois:
Ele basicamente vai pegar a transcrição desses vídeos que estão ali na esquerda e vai criar um resumo sobre isso.
Você não assiste a nenhum dos vídeos. O que a ferramenta lê é a transcrição, e é sobre as transcrições que ela responde, por isso a escolha dos canais decide a qualidade da resposta.
O que escrever no prompt quando você é iniciante em vibe coding
O pedido de Martin carrega informações que não estão em nenhum dos vídeos, porque são sobre ele.
Ele se apresenta como "um iniciante na questão do vibe coding" e faz questão de dizer que "eu não sou um desenvolvedor". Declara a base técnica sem inflar e sem se diminuir:
Eu sei um pouco sobre questão de banco de dados, HTML, JavaScript, mas bem pouco
Nomeia dentro do prompt o assistente de código que pretende usar, para a resposta não sugerir um caminho que depende de um stack que ele não tem. E fecha com a parte que costuma ficar de fora do prompt, a decisão específica em que está parado naquele momento:
pô, é melhor fazer uma aplicação pra empresas ou pra consumidor final
Eu tento criar uma ideia do zero ou tento reaproveitar uma ideia que já existe
Com isso escrito, a saída deixa de repetir os vídeos e passa a responder o caso dele.
Quantas fontes cabem, e o número que não vale copiar
A demonstração com 5 vídeos era uma amostra do plano real:
Eu vou pegar e vou juntar uns 40 vídeos aqui
Ele mesmo emenda um "Se não me engano, é o limite de fontes". Trate 40 como o número que ele acreditava ser o teto, dito de improviso no meio da live. O limite de fontes muda com o tempo e varia com o plano, então confira o número atual dentro da própria ferramenta antes de montar sua coleta. O que interessa no plano dele é a escala: cada fonte a mais custa uma colagem de link, e não o tempo de assistir ao vídeo inteiro.
As fontes que ele escolheu são vídeos de gente contando quanto fatura, e título de YouTube não é auditoria. Até o nome que a ferramenta deu ao notebook sozinha, a partir das fontes, veio com uma cifra de receita mensal dentro. Ela resume o que você entrega, sem checar nada, e filtrar isso continua sendo trabalho seu.
O que fazer com a sua próxima decisão travada
Pegue a decisão que está segurando você esta semana, do tipo que você adiaria por mais uma rodada de pesquisa. Junte os links de quem já contou a própria versão daquela história, cole cada um como fonte, e escreva no prompt o que você é, o que sabe, com que ferramenta vai trabalhar e qual pergunta quer respondida. Sem essas restrições, você recebe o mesmo texto que qualquer pessoa receberia com as mesmas fontes. Vale ver como isso aparece também em risco de api de terceiro no vibe coding. O mesmo problema apareceu em como usar codex.
Martin recebeu o playbook dele no dia 1, e a live acaba sem produto escolhido. Publicar assim, antes de ter o que mostrar, é o começo previsto nas leis do movimento. Dá para assistir à live e ver o prompt sendo digitado, hesitação inclusa. É esse tipo de atalho que faz o vibe coding render para quem não é desenvolvedor: aproveitar o trabalho de quem já errou antes, em vez de refazer os erros na mesma ordem.