Como não desistir de um projeto com vibe coding: o OAuth inativo
Como não desistir de um projeto com vibe coding: o software para quando a pessoa desiste de manter. OAuth inativo, 365 lives e o filho que pede água.
Emanuel Limeira abriu na live um e-mail do Google. As credenciais OAuth de um projeto em Next, inativas há months, o Google apagaria em days se ele não usasse. Ele tinha criado aquele Next para aprender e parou de abrir. O projeto de estudo ainda existia quando a caixa de entrada cobrou uso. Ele leu o aviso em voz alta, o inglês da tela e o português em seguida.
Ele listou 3 motivos de um software não ter continuidade. O e-mail do OAuth ilustra o 2º, a curva de aprendizagem. As 365 lives que não vieram são o 3º: a pessoa desiste. O software para quando a pessoa desiste de manter.
Um software é igual um filho
Ele saiu do que estava construindo e perguntou em voz alta por que um software não tem continuidade. O 1º motivo veio assim:
Primeiro que um software é igual um filho. É como um filho, ele tem que tomar água, ele tem que comer, entendeu? tem que comer, ele tem que melhorar, né? Vestir roupa. Digo roupa, né? Roupa é o visual, né? Então ele tem necessidades de melhoria. Ele tem novas funções e vai criando novas habilidades, novas ações e tendo novos resultados.
Água e comida, no vocabulário dele, são manutenção. Roupa é o visual: a tela, o que o usuário vê. Ele pôs melhoria e novas funções nessa mesma lista. O Next de estudo ainda existia sem essa água, e quem chega de fora lê um app parado.
A ANALOGIA
Um software é igual um filho. Tem que tomar água, tem que comer. Roupa é o visual.
No vibe coding o projeto nasce e a manutenção continua pedindo tela para vestir e credencial para não ficar inativa. Tratar o projeto como pronto deixa o Next parado e a credencial inativa: subir a curva de um projeto não cancela a água do que já existe.
A curva de aprendizagem no vibe coding
O 2º motivo que ele nomeou foi a curva: aprender a fazer Next. Enquanto a curva sobe, o projeto anterior esfria. O caso estava na caixa de entrada: um Next de estudo, o Google no assunto. Ele leu o nome torto na tela, “OALF”, e o aviso em inglês:
Eu tô aqui com um projeto em Next que eu tinha criado, tava aprendendo a fazer next e simplesmente agora o Google me mandou um e-mail. Deixa eu ver o meu aqui que o meu OALF, né? As minhas credenciais foram inativas. in accord with pols man have been in for months and be deleted in days unless you take action Tá, ele tá mostrando, falando aqui que se eu não usar o off, ele vai deletar. Então vamos usar esse negócio
OAuth inativo há months é o que sobrou da curva: o Next de estudo ficou para trás enquanto ele aprendia, e as credenciais esfriaram até o Google marcar o prazo em days. O e-mail não discute arquitetura; pergunta se o projeto ainda tem dono.
Ele leu o aviso e disse “vamos usar esse negócio”. O uso ficou como intenção falada: na sequência, ele numerou o 3º motivo, a desistência. A credencial inativa ficou na tela, e a live foi para a fala sobre ninguém falhar.
As 365 lives que não vieram
O 3º motivo veio em seguida, ainda no recorte do e-mail, com ele repetindo “Ninguém”.
E ninguém falha, gente, ó. Ninguém. Opa. Ninguém. Ninguém falha. A pessoa apenas desiste. E desistir é como as lives. Eu falei que ia fazer 365 e ui acontece. Ué, vai saber por que a gente desiste das coisas ou pela também por também a questão de outras prioridades
As 365 lives não vieram. Outras prioridades, no vocabulário dele. Depois veio a frase sobre a falta de funcionalidade:
por que que não tem funcionalidade? Porque muito, dá muito trabalho continuar e fazer e refazer.
Ele disse isso no mesmo recorte em que o Google cobrava uso. O Next de estudo esfria, e o Google escreve months e days porque o projeto parou.
O projeto que ainda pede água
Amanhã o teste é estreito. Reabra o projeto que pede água: o Next parado, a credencial inativa. Não precisa ser o e-mail do Google. Pode ser a tela que ele chamou de roupa, ou a função que parou de melhorar. Sobre o OAuth, “vamos usar esse negócio” ficou dito; a autenticação não saiu na gravação. Como não desistir de um projeto com vibe coding, neste recorte, é continuar, fazer e refazer, em vez de achar que ninguém falha.
As 365 ficaram no “ui acontece”, e a curva continuou no Next parado até aquele e-mail. Se o seu Next está parado, o e-mail do Google já diz o mesmo que ele leu na tela. Quem quiser o momento em que ele fala das 365 e lê o “OALF” pode assistir à live.